27 de junho de 2013

Primeiro ano do blog + um pedido de desculpas

Foto: weheartit

Olá!

Pessoal, tenho dois motivos muito especiais para estar aqui hoje, depois de ter sumido por tanto tempo e sem dar explicações. O primeiro é que hoje o Under my skin está completando seu primeiro aninho de vida *-* não podia deixar de compartilhar isso com todos vocês que desde o início, ou de uns tempos pra cá, têm acompanhado o blog! E o segundo motivo é um pedido de desculpas. Quero pedir perdão por ter sumido durante quase quatro meses, sem ao menos ter feito um post me explicando. 
Bom, já que eu estou aqui pra falar dessas duas coisas, resolvi compartilhar um pouquinho de como está sendo o meu ano para que vocês entendam os motivos do hiato.

Como eu já havia publicado mais cedo na fanpage do blog, o Under my skin me proporciona muitas alegrias desde que eu o criei. Isso aconteceu em janeiro de 2012, mas a primeira publicação foi no dia 27 de junho de 2012, quando eu finalmente me senti preparada para me abrir. A ideia do blog surgiu por dois motivos. O primeiro é porque eu AMO escrever; desde pequena escrevo poesias, músicas e textos e eu pretendia compartilhar aqui essas palavras que ficavam perdidas em folhas de papel. E o segundo motivo foi porque naquele momento eu estava passando por uma fase muito conturbada da minha vida e o blog nasceu justamente com um grande desabafo sobre isso, que foi o primeiro post que eu publiquei. A partir de então, eu passei a fazer posts sempre que eu podia, e fui me apaixonado pelo meu blog cada vez mais. Eu o vi crescer, vi algumas pessoas comentando os posts, e cada comentário era uma alegria imensa pra mim! Outras pessoas me mandavam mensagem por imbox dizendo que tinham amado o blog e que eu levava jeito pra coisa! Ouvi muitas vezes dizerem que eu escrevo muito bem, o que é uma verdadeira vitória pra mim, porque se tem algo que eu tenho certeza que eu faço bem, é escrever. E, sinceramente, eu amo muito o Under my skin! Ele é uma das poucas coisas que eu fiz, por mim mesma, e amei/amo verdadeiramente (não sou o maior exemplo de alta autoestima do mundo). 
Mas, em 2013 muita coisa mudou. Eu estou fazendo cursinho. E não desejo isso para pessoas que sejam super certinhas com os estudos como eu sou. É enlouquecedor, uma máquina de fazer loucos, se você tem um superego extremamente rígido que não te deixa fazer nada "errado". Por outro lado, tem sido ótimo, porque eu adoro aprender coisas novas e é um ambiente muito diferente e mais maduro daquele do Ensino Médio. Bom, o cursinho tem me consumido por inteiro desde o primeiro dia de aula. Eu pretendia continuar postando no blog sempre que possível, talvez duas vezes por mês, mas isso se tornou impossível. Porque além do cursinho (que é integral 4 vezes por semana), nos finais de semana eu tenho muitos compromissos na igreja, principalmente porque eu vou para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Eu tinha muitas ideias novas para o blog, mas que eu não pude concretizar. O resultado disso foi que, inevitavelmente, eu tive que entrar em hiato.

Esse ano precisei abrir mão de muitas coisas para correr atrás do meu grande sonho, e uma delas foi o blog. Não vou dizer que vou voltar durante as férias, porque não tenho certeza se poderei cumprir. Bom, mais uma vez, peço que me desculpem por isso e espero que entendam e que aguardem, porque no ano que vem, quando eu já estiver na USP cursando Editoração (se Deus quiser!), pretendo voltar com muuuuuitas novidades!

E quero aproveitar para agradecer, de coração, a todos vocês que me apoiam, que reconhecem meu trabalho, e que estão ajudando a divulgá-lo, seja boca-a-boca, seja através de um compartilhamento, seja por um comentário. Cada detalhe vale muito para mim! Muito obrigada, mesmo.

Um grande beijo!











4 de março de 2013

A Parisiense - Ines de la Fressange

A Parisiense foi escrito pela ex-modelo francesa, Ines de la Fressange, um verdadeiro ícone de estilo e beleza da França. O livro foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, e é de longe um dos meus livros preferidos. Como eu já comentei antes, levo também em consideração a editoração de um livro para classificá-lo como um livro favorito. E A Parisiense, por ser um guia de estilo, recebeu uma editoração lindaperfeitamaravilhosa. Quando digo isso, quero me referir ao layout diferenciado, à disposição das ilustrações e imagens, aos pequenos detalhes que compõem a diagramação do livro. A capa é revestida do que eu acredito ser um couro sintético vermelho, o que eu achei simplesmente o máximo! As letras douradas do título são envernizadas e as fontes usadas interior e exteriormente são lindíssimas. E, como eu já disse, por dentro é tudo perfeito!




Este deve ser o livro de cabeceira de toda mulher que deseja buscar dicas, inspirações e referências para compor looks e criar seu próprio estilo. A mulher parisiense é ao mesmo tempo básica e elegante, o que contribui muito para agradar a diferentes tipos de mulheres.

Com muitas informações, Ines chega a revelar alguns de seus segredinhos da moda, compartilha suas experiências no mercado da moda e ensina como entender e reproduzir a elegância e praticidade das parisienses. 



O livro é dividido em quatro partes. Parte 1: vista-se como uma parisiense. Parte 2: A beleza em Paris. Parte 3: Chez Moi. Parte 4: A Paris de Ines.


Então, além de dicas de moda, Ines também dá dicas de beleza, maquiagem e cuidados com a pele, como decorar seu apartamento e as melhores lojas de decoração de Paris, receitas para um jantar perfeito, os melhores lugares para se conhecer em Paris: restaurantes, lojas, museus, teatros, hotéis e muito mais!



Minha nota: ♥ (5/5)

Onde comprar: Submarino / Saraiva / Cultura

Para saber mais sobre Ines de la Fressangetwitter / fan page

Perfeito esse livro, não é? O que acharam?

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Beijinhos

1 de março de 2013

Lançamento do livro "Entre Pausas e Reticências..." - Karla Fioravante

 Olá!


Uns dias atrás recebi de presente da minha prima Sara um livro, intitulado Entre Pausas e Reticências..., escrito por uma amiga dela, muito querida, a Karla Fioravante. Eis que no dia 22 de fevereiro de 2013 aconteceria, na Biblioteca Latino-americana, no Memorial da América Latina, o lançamento do tão esperado livro. A Sarinha me convidou para ir com ela, e eu claro que aceitei! 

Eu estava super empolgada e ansiosa, porque nunca tinha ido a um lançamento de livro antes, e porque eu teria a oportunidade de conhecer um editor!

A história da publicação do livro é muito interessante. A Editora Redemoinho, que publicou o livro, ainda é muito jovem, nasceu no ano de 2012 através da - nas palavras de seu fundador e editor, Adhemir Marthins - indignação. Indignação pelo mau tratamento que recebeu das editoras quando tentou publicar o seu próprio livro. Pensando nisso, ele resolveu criar a sua própria editora, para atender aos seus clientes da maneira como gostaria de ter sido tratado.

Eu, sinceramente, achei esse gesto do Adhemir simplesmente lindo! Uma iniciativa excelente e admirável. O Adhemir e a Karla são amigos de longa data e se uniram para, juntos poderem realizar seus sonhos. Ele queria fazer a editora começar a dar seus primeiros passos, e ela queria publicar seus textos. Então, eles se juntaram para tornar essas duas coisas realidades. E deu certo! 






















A Karla já era bastante conhecida antes de publicar o livro, porque ela é uma das integrantes da banda Católica Cantores de Deus (!) Além disso, ela também é Psicanalista, Musicoterapeuta, especialista em Psicopatologia e Saúde Pública pela USP e graduada em Psicologia. Agora ela também é escritora! 

Gostaria de ter feito uma entrevista com a Karla, mas como ela anda muito ocupada com o lançamento do livro e tudo o mais não quis incomodá-la, mas anotei (na minha memória) muitas coisas que ela disse durante o lançamento, respostas às perguntas que a faziam, que de uma forma ou de outra acabam sendo respostas à uma entrevista. Então achei interessante compartilhar aqui as minhas "anotações".

A Karla começou a escrever na adolescência. Ela tem muitos diários guardados  dessa época, em que ela escrevia unicamente para ela mesma. Lá no início dos anos 2000 ela resolveu digitar suas frases soltas e publicá-las na internet, e assim nasceu o seu blog. Dessa forma, ela pode compartilhar seus textos e através deles atingir pessoas de diferentes formas. 

Ela escreve com a alma, com amor, com alegria. Escreve muitas vezes sobre ela mesma, mas considera que assim possa atingir outras pessoas, com sentimentos parecidos. Porque sentimentos não são mensuráveis, e só quem os sente é que pode falar sobre eles, mas podem existir semelhanças entre os sentimentos de pessoas diferentes, e é essa identificação que a Karla busca causar em seus leitores.

A Karla também acredita, assim como a Clarice Lispector acreditava, que um escritor morre um pouquinho cada vez que termina uma obra, que uma parte dele se vai com o final escrito. Mas essas são mortes boas, são mortes que trazem vida. Vida para renascer, vida para outras obras, vida para se tornar alguém melhor. 




Bom, Entre Pausas e Reticências... é um livro de crônicas que faz refletir sobre a vida e tudo o que faz parte dela. Eu ainda não terminei de ler o livro, e sinceramente, não estou com pressa para finalizá-lo, porque ele tem me trazido tantas coisas boas, serenidade e positividade, que eu tenho vontade de ler um pouquinho todos os dias, para que assim eu esteja sempre bem comigo mesma e com o mundo a minha volta. Apesar disso, sei que a Karla mantém a sua essência em todas as crônicas no decorrer do livro, e por isso sei que sempre terá algo relacionada à alma, à liberdade, ao voo, à existência, ao ser. Ela tem o dom de escrever de uma forma intensa, que toca profundamente. E pelo visto, ela adora metáforas (assim como eu)! Ela também deixa claro que o seu livro não é de autoajuda. É realmente um livro muito subjetivo e pessoal, para fazer refletir. Ah, e eu adorei o título! Muito sugestivo! 

Sobre a edição, só tenho elogios! A capa é lindíssima, e tomando como base as crônicas que já li, tem tudo a ver com o livro e com a escritora. A diagramação (fonte, margem e espaçamento) é ótima e as páginas são amareladas. O único probleminha que encontrei foram alguns errinhos de digitação, mas nada anormal, que já foi anotado para ser corrigido nas próximas edições. Enfim, a Editora está de parabéns!

"Livros são marcas em palavras. Não as pronunciamos ou as escrevemos sem que haja uma história, e sejam elas quais forem, são pedaços de nós. A leitura é um convite a adentrar um universo que talvez possua identificações e reverberações, talvez carregue em sua essência um calar-se ou um transformar-se, talvez não cristalize nada e, mesmo assim, não é em vão. Palavras são mais que tentativas, são vozes para a esperança, alento, abraço em almas cansadas, voos para os desanimados. Palavras por si só, estão além das verbalizações e são elas, em si mesmas, as suas próprias dores." - Karla Fioravante




Uma parte da sinopse feita pelo próprio Adhemir: "Entre Pausas e Reticências..." é uma obra com olhares múltiplos sobre a vida em movimento, mesclando reminiscências, vivências diárias e perscrutando possibilidades futuras. Quem conhece Karla Fioravante apenas como cantora, com certeza, neste livro, encontrará uma mulher debruçada em palavras que nos levam a pensar. Usando um recurso de narrativa variada, consegue tocar em elementos que nos são muito peculiares. Fala muitas vezes de si mesma, no entanto evoca e nos remete a nós mesmos."


Eu e o Adhemir Marthins, editor e fundador da Editora Redemoinho

Andréa e Dalva, as outras duas integrantes da banda Cantores de Deus

 A Karla depois de autografar o meu livro

E por fim, a Karla autografando o meu livro!

Minha nota (até agora): ♥ (5/5)

Onde comprar: Editora Redemoinho 

Para saber mais sobre a Karla Fioravantefan page / Twitter

Espero que tenham gostado!

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Beijinhos

28 de fevereiro de 2013

Filmes do mês de fevereiro


De repente é amor (A lot like love): esperava muito mais deste filme, mas achei bonitinho. Normalmente choro assistindo a romances, mas não rolou nem uma gota durante o filme. O jeito como a história se desenvolve me lembrou um pouco o livro/filme Um dia. Oliver (Ashton Kutcher) e Emily (Amanda Peet) se conhecem no aeroporto, ambos indo para Nova Iorque. Na sala de embarque rolam alguns olhares, mas eles são realmente incompatíveis: Oliver pretende seguir à risca seu plano de vida para ser bem sucedido profissional e pessoalmente, enquanto Emily é espontânea, rebelde e prefere ver onde a vida irá levá-la, sem um plano. No entanto, em meio à tantas discordâncias, acabam se aproximando. Oliver e Emily se encontram periodicamente durante os sete anos seguintes. Agora, eles se tornam, um para o outro, um refúgio dos problemas da vida adulta. 

Gênero: comédia romântica
Duração: 107 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Minha nota: (3/5)



♥ Sete Vidas (Seven Pounds): eu amo dramas, quanto mais drama, melhor, então adorei esse filme. É demorado e um pouco parado, mas eu não me importo. Ben Thomas (Will Smith) é um agente de Imposto de Renda, um homem bom e muito solitário, que esconde um terrível segredo do seu passado. Esse segredo causa nele grande sentimento de culpa e é o motivo de uma grande decisão: Ben decide salvar sete vidas de pessoas desconhecidas, que ele escolhe a dedo e investiga suas vidas para saber se realmente são merecedoras. Mas, tudo muda quando ele conhece Emily Posa (Rosario Dawnson), uma de seus escolhidos. Pela primeira vez, Ben tem a chance de ele próprio ser salvo. Eu gostei muito mesmo da história do filme, achei linda e emocionante.

Gênero: Drama
Duração: 123 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Minha nota: (4/5)



♥ Os Miseráveis (Les Miserábles): não, eu não assisti o musical que estava nos cinemas dias atrás. A versão que eu assisti foi a de 1998. O filme é uma adaptação do romance do escritor francês Victor Hugo e eu gostei muito da história. É um drama envolvente e muito emocionante. Jean Valjean (Liam Neeson) é solto depois de ficar preso dezenove anos por ter roubado comida. Ele pede abrigo em uma igreja, e gentilmente o padre o acolhe, porém, no meio da noite, Valjean, ainda amargurado, rouba toda a prataria e foge. Ele é capturado pelos guardas e levado até o padre, que confirma ter lhe dado a prataria. Diante deste gesto extremamente nobre, Valjean se vê comovido e decide seguir uma vida honesta. Anos depois ele se torna prefeito de uma pequena cidade, muito querido por todos. Tudo vai bem, até que Javert (Geoffrey Rush), um guarda da prisão bastante inflexível, chega à cidade e o reconhece como o prisioneiro que jamais se apresentara para cumprir as exigências da liberdade condicional. É neste ponto que o filme começa a tomar rumo, paralelamente a outros fatos que também contribuem para o contexto do filme. E eu não vou contar mais, se não daqui a pouco já contei o filme inteiro!

Gênero: drama
Duração: 133 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Minha nota: (4/5)


♥ A lenda do tesouro perdido (National Treasure): é um filme de aventura e um pouco de mistério muito bonitinho. Acho legal que os filmes da Disney sempre trazem algum tipo de lição de vida, e com esse não é diferente. Benjamim Franklin Gates (Nicolas Cage) faz parte de uma família que há muitas gerações criou a lenda do tesouro perdido. Mas, Ben não acredita se tratar apenas de uma lenda (assim como seu avô também não acreditava) e decide ir atrás desse famoso tesouro. Com as investigações feitas por ele e por seu amigo, eles descobrem que existe um mapa invisível na Declaração de Independência dos Estados Unidos, um dos documentos mais protegidos do país. Para conseguir a Declaração, eles terão que enganar o FBI e se meter em muitas confusões. 

Gênero: aventura
Duração: 131 minutos
Classificação indicativa: 10 anos
Minha nota: (4/5) 




♥ O noivo da minha melhor amiga (Something Borrowed): é uma comédia romântica meio clichê assim como a maior parte das comédias românticas, mas como eu sou uma romântica assídua, adoro romances clichês (!) Rachel (Ginnifer Goodwin) é uma mulher toda certinha e que se sente um pouco sozinha. A sua melhor amiga Darcy (Kate Hudson), que é toda extravagante e egocêntrica, planeja uma festa de 30 anos surpresa para a Rachel, que na opinião dela foi um fracasso, já que Darcy fez de tudo para ser o centro das atenções o tempo inteiro. De saco cheio e meio bêbada, Rachel acaba passando a noite com Dex (Colin Egglesfield), que além de ser seu amigo de faculdade por quem ela sempre foi apaixonada, é o noivo de Darcy. Faltando dois meses para o casamento, eles precisam resolver essa situação. Eu gostei bastante do filme, e achei admirável o fato de a Rachel se sentir culpada pelo que fez com a amiga, mesmo sabendo que Darcy faria muito pior com ela.

Gênero: comédia romântica
Duração: 103 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Minha nota: (4/5) 



♥ Número 23 (The number 23): achei a ideia deste filme parecida com o contexto do filme Ilha do Medo. Achei o filme criativo e bem elaborado. Walter Sparrow (Jim Carrey) é um simples pai de família que trabalha na carrocinha. Sua esposa Agatha (Vigínia Madsen) encontra um livro chamado O Número 23, lê algumas páginas e o dá de presente ao marido. O livro narra a obsessão de um homem pelo número 23 e como isso modifica sua vida. Walter começa a identificar passagens do livro com lembranças suas e acredita que o autor do livro o conhece. Ele fica cada dia mais paranoico e começa a encontrar o número 23 em tudo. O livro termina com uma morte brutal e Walter teme que o assassino esteja solto. Então, começa uma busca louca atrás do autor do livro.

Gênero: suspense
Duração: 98 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Minha nota: (4/5)





E aí, alguém já assistiu a algum desses filmes?

Beijinhos

25 de fevereiro de 2013

A lição final - Randy Pausch

A lição final é um livro diferente dos que eu costumo ler. A história do livro não é ficcional, e sim a história de vida de Randy Pausch, o próprio autor, que estava em estado terminal de câncer. Ele era casado, tinha três filhos e lecionava computação na Universidade Carnegie Mellon. 

Para se despedir, Randy decidi fazer uma palestra na Universidade, onde iria falar sobre seus sonhos de infância e conquistas, uma retrospectiva de sua vida, a qual ele gostaria que fosse seu presente para seus filhos, que cresceriam sem um pai. A palestra (que de fato ocorreu) foi filmada e vista mais de 15 milhões de vezes até hoje no site do YouTube. O livro foi inspirado nessa palestra e foi escrito por Pausch em parceria com o jornalista Jeffrey Zaslow. 

Durante o livro, que é narrado pelo próprio Randy, ele conta desde como começou a ideia da palestra até a sua preparação e execução. Ele precisava deixar a sua marca, e a palestra seria essa realização. Sua esposa, Jay, não concordava, pois para ela, ele deveria se ocupar aproveitando ao máximo o tempo com a sua família. Randy tentava conciliar as duas coisas e por fim acabou convencendo Jay. Durante semanas ele pensou sobre o que falaria na palestra e decidiu fazer slides para poder ilustrar e dinamizar. 

Durante uma hora e dezesseis minutos de palestra, Randy fala sobre seus sonhos de infância e conquistas e dá lições sobre a felicidade, realização pessoal e profissional e determinação. É um livro muito otimista e emocionante e apesar de ser considerado um livro de autoajuda eu não o considero assim. Para mim é um livro da vida, realmente uma lição, algo que deve ser levado para sempre. É um livro que me fez refletir sobre a vida e sobre como é possível, em meio à tantos obstáculos e dificuldades, encontrar algo de positivo e seguir a vida sorrindo. 


A lição final foi publicado aqui no Brasil pela Editora Agir e eu gostei muito da edição. Foi mantida a capa original, que eu achei linda e que tem tudo a ver com o Randy e com o contexto do livro. A capa é dura (♥) e o título é envernizado e em relevo, as páginas são amareladas e os títulos dos capítulos são bastante sugestivos. A diagramação (fonte, margem e espaçamento) é ótima. A leitura é super rápida e flui bem, os capítulos são beeeem curtos (duzentas e quarenta e nove páginas divididas em cinquenta e nove capítulos) e divididos em seis partes. Uma coisa que eu gostei muito foram as fotos das lembranças do Randy dispostas nas páginas.



"Não podemos trocar as cartas que recebemos, mas apenas pensar como jogar" - Randy Pausch



Minha nota: ♥ (4/5)

Onde comprar: Leitura / Saraiva / Cultura

Quem quiser saber mais sobre o livro clique aqui!

Quem quiser assistir, este é o vídeo da palestra na íntegra, mas está sem legenda (encontrei no YouTube a palestra legendada, porém está dividida em oito partes e a resolução é péssima).


Espero que tenham gostado!

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Beijinhos